Voz do meu Silêncio
O som do meu choro é silencioso
Pois o barulho que a lágrima criaria
Não seria capaz de camuflar
As vozes que soam em minha mente
Se pareço seguro
Confiante em minhas convicções
A minha mente esconde e como esconde
O estrondo das frustrações
Posso lhe entregar o meu melhor
Grato em ajudar sem cobrar ao menos um obrigado
Grato em ajudar sem cobrar ao menos um obrigado
Mas sou incapaz no momento
De fazer o mesmo por mim
Penso quão mais proveitoso seria
Se os meus escritos
Dizeres e mensagens pudessem
Abraçar-me a cada letra entregue aqui
Certamente as vozes silenciariam
As lágrimas secariam
As frustações iriam embora
E a gratidão tornaria realmente uma bela exortação.
2 comentários:
Parabéns, cara!
Como o tempo passa…
Olho para os anos que se foram e enquanto vem a reflexão…
Desejei…
Ser a cura…
Demonstrar os sentimentos e emoções…
Fazer sumir os fantasmas…
Ajudar nas cicatrizes de dores e minimizar os medos…
Ser uma das razões de alegria…
A figura da pintura dos quadros em branco…
A sensação de arrepio na pele…
Assim como o aconchego nas lágrimas e nos silêncio, ora tão barulhentos…
Ir além…
Ser vista…
Além das profundezas do olhar… das curvas de um sorriso… das convicções e das incertezas…
Mas em cada ápice uma parede de hiatos se forma, e cada vez que tentamos derrubá-la outra cresce… de lá ou de cá…
Dentro dos planos de ver o sol nascer…
Dos almoços de família nos domingos…
Dos abraços aconchegantes…
Da rotina… das ações além das palavras…
Dos mimos sem quê nem porquê…
Dos sonhos e conquistas…
Sempre flutuavam: você!
Talvez não seja tão simples…
Talvez não seja hoje…
Talvez não seja amanhã…
Ou só não seja…
Mas é certo que as pequenas doses de felicidade virão…. Para nós!
Leves, sólidas, e que demandarão um pequeno esforço… um passo livre, para as realizações…
Fato é que chegará o dia que perceberá que floresceu, e que nenhum processo foi em vão.
Para ver a primavera é preciso passar pelas estações.
Postar um comentário